terça-feira, 16 de agosto de 2016

29 - Bulutkale - Jornada em busca de um sonho

Capítulo 29


Margarida acordou muito animada no dia seguinte. Finalmente poderia mergulhar nas águas azuis e cristalinas do Mar Egeu...

quarta-feira, 6 de abril de 2016

28 - Bulutkale - Jornada em busca de um sonho

Capítulo 28


A manhã seguinte era a última em Selçuk e a Margarida não tinha planos. Depois do café da manhã, decidiu que ia ficar no albergue até a hora de pegar o “dolmuş” para Izmir. Ainda estava assustada... 

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

27- Bulutkale - Jornada em busca de um sonho

Capítulo 27


Depois de uma breve soneca, Margarida levantou-se e saiu para visitar a Basílica de São João e a Mesquita de “Isa Bey”. Novamente, encontrou-se com a Gül e saíram juntas da pensão. Caminharam até a praça e...

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

26 - Bulukale - Jornada em busca de um sonho



Na manhã seguinte, Margarida acordou mais animada, mas ainda sentia um grande cansaço, como se fosse um peso em suas costas. Ela tinha planejado, naquele dia, ficar somente em Selçuk. Os locais a serem visitados ficavam perto do albergue... 

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Zamansız Papatyalar



Yıl sonu gelince okuyucularım için özel bir mesaj yazmak istedim. O zaman balkondaki papatyaları hatırladım.

Bu yıl başlarında buraya geldiler. Onlar eşimden hediyedir. Bu bölgede, her yerde, ilkbaharda doğarlar. Yabanidirler. Bu sebeple papatyalar kökleri ile satılmaktadır. Eşim benim için onları aldı, çünkü papatyaları çok seviyorum.

Kavanozda birkaç gün kaldıktan sonra daha fazla zaman yaşayıp yaşamayacaklarını görmek için onları ekmeye karar verdim. Onları yoğurt kâsesine ektim. İşe yaradı. Kurtuldular. Yazdan önceki aylar boyunca papatyalar bizim yoldaşlarımız oldular. Çok tomucuk ve yeni çiçekler doğurdular. Sevgi ile onlara baktık çünkü hem çiçekleri çok seviyoruz hem onların anlamı bizim için çok özeldirler.

Ancak,yoğun yaz sıcağına,onlar karşı koymadılar ve soldular. Ama kâseyi tuttum. Gün sonunda, onları her zaman sulardım ve zararlıları temizlerdim, ilkbaharda tekrar onları görme umudumu beslerdim.

Yaz bittiğinde, sıcaklık düştü, papatya kâsesi yaşam belirtileri göstermeye başladı. Birçok hassas ince dal ortaya çıkmaya başladı ve sonra, ilk papatya bizi şaşırttı. Onun gelişi bizim hayatımıza neşe getirdi. Her sabah, bizden biri onu sulamaya giderken, çiçeği selamlardık. Ardından daha birçokları ortaya çıktılar. İlkinin yaşam döngüsü sona erdiğinde birçok başkaları vardı.

Papatyalar sonbahar boyunca bizim balkonda ikamet etiller. Yalınlık ve sadelik ile bizi neşeli kıldılar. Geç sonbaharda yağmur başladı, sulama daha az gerekli oldu. Ama, yine de, biz onlara ve diğer bitkilere bakmak için oraya gidiyorduk. Saksılar, doğada olduğu gibi bir topluluk olarak, balkonun bir tarafında birbirine yakın yaşıyorlar. Papatyalar gül ve aslan ağızlarının arasında yaşıyorlar. Onların kâsesi balkon korkuluğunun altındadır. Papatyalar güneş aramak için dışarıya döndüler. Sarkmış şekilde mutlu yaşıyorlar.


Bugün, hava o kadar soğuk ki burnun içinde buz var gibi görünüyor. Buna rağmen, onların iyi olup olmadığını görmek için burnumu dışarı çıkarmaya karar verdim. Onların hala orada olduklarını, korkuluk tabanı üstünden eğilip, bugün bulutlar tarafından gizlenen güneşe doğru uzandıklarını yine sevinçle görebiliyordum. 


Eşim kış aylarında papatyalar asla görmediğini söyledi. Gül fidanlarından biri de papatya gibi olmaya karar verdi ve bize yeni bir gül goncası sundu. O da balkondadır ve, bu bulutlu günlerde, daha kırmızı görünüyor. Tüm çiçekler, güzel ve sağlıklıdırlar, sevgi dolu ve biz bu güzel yoldaşlara sahip olduğumuz için müteşekkiriz.

 
Blog da Margarida zamansız sevinç getiren çiçekler gibi yeni yıl boyunca sizi mutlu eden güzellikler yaşamanızı diler.
 

Mutlu Yıllar!


Teşekkür: Aslan Erdem
                 Ahmet Macit Şahin

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Extemporaneous daisies


When the end of the year began to approach, I started to think about writing a special message to my readers. İt was then that I remembered the daisies from our balcony.

They arrived here earlier this year when my husband presented me with flowers. Daisies. In this region, they are born everywhere in the spring. They are wild. No one plants common daisies therefore, they are sold with the roots. I love daisies and so, he bought them for me.

After a few days in the jar, I decided to plant them to see if more time would last. I took a pot of yogurt and I planted them. Well, it worked. They avenged. The daisies were our companions during the months before the summer. Lots of new shoots and new flowers appeared. We took care of them with great affection because, besides we like flowers very much, they had a special meaning for us.

However, under intense summer heat, they did not resist and withered. But I kept the pot. At the end of the days, always watering and cleaning pests, I was feeding my hope of seeing them again in spring.

When summer ended and the heat lessened, the pot of daisies started to show signs of life. Many delicate sprigs began to emerge and then, the first daisy surprised us. Its coming brought joy to our lives. Every morning, we were greeting the flower, when one of us was going to water it. Then, it has emerged another and another. When the first was already ending its cycle, there were many others.

Daisies inhabited our balcony throughout the fall and make us joyful with its simplicity and delicacy. In late autumn, when it began to rain, the watering became less necessary. But even this, we were going there to take care of them and other plants. They live as a community, like in nature, close to each other in one side of the balcony. Daisies live among the roses and dandelions. The vase is under the the guardrail and they turned to outside looking for the sun. They live happily, like hanged down.


Today, the air is so cold that seems like ice inside the nose. Even this, I decided to put my nose out to see if they were okay. And again, I could see with joy that they are still there, leaned over the base of the guard rail, inclined towards the sun, today, hidden by the clouds. 


My husband told me that he had never seen daisies during the winter. One of the rose bushes also decided to be like the daisies and offered us a new rosebud. İt is there in the balcony and looks more red in these cloudy days. 


All flowers are beautiful and healthy, full of love and we are grateful to have these beautiful fellows.

The "Blog da Margarida" wishes that happy experiences like that permeate throughout the coming year bringing joy like those extemporaneous flowers!

Happy 2015!

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

25 - Bulutkale - Jornada em busca de um sonho



Margarida chegou a Selçuk depois do meio-dia. Desceu do dolmuş já pensando onde poderia aproveitar a sua tarde. Foi então que viu o Cüneyt conversando com um dos motoristas. Nessa época do ano,... 

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Margaridas Extemporâneas


Quando o final do ano começou a se aproximar eu quis escrever uma mensagem especial para os meu leitores. Foi então que me lembrei das margaridas da nossa varanda.

Elas chegaram aqui, no início desse ano, quando o meu marido me presenteou com flores. Margaridas. Nessa região, elas nascem em todo canto, na primavera. São silvestres. Ninguém planta margaridas comuns e, por isso, elas são vendidas com as raízes. Eu adoro margaridas e por isso ele as comprou para mim.

Depois de alguns dias na jarra, resolvi plantá-las para ver se durariam mais tempo. Peguei um pote de iogurte e plantei. Pois é, deu certo. Elas vingaram. As margaridas foram nossas companheiras durante os meses que antecederam o verão. Nasceram muitos brotos e novas flores. Cuidamos delas com muito carinho porque, além de gostarmos muito de flores, elas tinham um especial significado para nós.

Porém, sob calor intenso do verão, elas não resistiram e murcharam. Mas eu guardei o pote. Sempre regando ao final dos dias e limpando as pragas, eu alimentava a esperança de vê-las novamente na primavera.

Quando o verão terminou e o calor diminuiu, o pote de margaridas começou a dar sinal de vida. Muitos raminhos delicados começaram a surgir até que a primeira margarida nos surpreendeu. A sua chegada nos trouxe muita alegria e, todas as manhãs, nós cumprimentávamos a flor, quando um de nós ia regá-la. E foi surgindo outra e mais outra e quando a primeira já estava encerrando o seu ciclo, já havia muitas outras em seu lugar. 


As margaridas habitaram a nossa varanda durante todo o outono e nos alegraram com sua simplicidade e delicadeza. Ao final do outono, quando começou a chover, as regas se fizeram menos necessárias. Mas, mesmo assim, nós íamos lá para cuidar delas e das outras plantas que são uma comunidade na nossa varanda, como na natureza. O vasos ficam próximos uns dos outros num dos lados da varanda. As margaridas vivem entre as roseiras e as bocas-de-leão. O pote fica sob a grade do guarda-corpo e elas se viraram para o lado de fora em busca do sol. Vivem felizes meio dependuradas.



Hoje, o ar está tão frio que parece gelo dentro do nariz. Mesmo assim, eu resolvi por o meu nariz para fora para ver se elas estavam bem. E mais uma vez, pude ver com alegria que elas continuam lá, debruçadas sobre a base do guarda-corpo, pendendo para o sol que, hoje, está por detrás das nuvens. 

Meu marido me falou que ele nunca tinha visto margaridas durante o inverno. Como uma das roseiras também resolveu ser extemporânea, nos brindou um novo botão. Ele está lá na varanda e parece mais vermelho nesses dias nublados. 



Todas as flores estão lindas e sadias, cheias de amor e nós, gratos por termos essas lindas companhias.

O Blog da Margarida deseja que experiências felizes como essa permeiem todo o ano que se inicia e que a alegria seja como essas flores extemporâneas!
Feliz 2015!

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

24 - Bulutkale - Jornada em busca de um sonho

Capítulo 24


A viagem até Şirince foi curta, mais ou menos meia hora subindo a montanha. Şirince era uma pequena vila onde moraram gregos ortodoxos, incrustrada na montanha. Antigamente, Şirince tinha outro nome:... 

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Página Vazia

Numa página vazia
Cabe tudo
Cabe pranto, cabe dor
Cabe riso, cabe flor

Numa página vazia
Posso contar a história,
Posso criar,
Posso denunciar

Numa página vazia
Cabe toda uma vida
Feita de letras, espaços,
Palavras em maços

Uma página vazia
É perspectiva, é nova chance,
É esperança
Sob a mão que dança


quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Evet

Bir zamanlar...
Umuda,
Neşeye,
Aşka
Evet dedim!

Bir zamanlar...
Affetmeye,
Toleransa,
Anlayışa
Evet dedim!

O zaman...
Şu anda
Mutluluk bana
Evet diyor!

quinta-feira, 31 de julho de 2014

23 - Bulutkale - jornada em busca de um sonho



Na volta para Selçuk, o pessoal do albergue levou a Margarida, a Susan e a Magi para almoçarem numa loja de tapetes. Na frente da loja havia um jardim muito bem cuidado e algumas mesas. Uma das mesas já estava posta esperando... 

segunda-feira, 7 de julho de 2014

22 - Bulutkale - Jornada em busca de um sonho

 Capítulo 22
















Continuando a visitação em Éfeso, depois do Museu das Casas de Terraços, Margarida seguiu em direção à praça onde ficava a Biblioteca de Celso. Ficou muda quando chegou lá. Era tudo muito majestoso, com uma riqueza de detalhes... 

sexta-feira, 20 de junho de 2014

21 - Bulutkale - jornada em busca de um sonho

Capítulo 21















Clique no título para ver o vídeo.

O Portão de Hércules ficava na Rua dos Curetes, na ladeira que dava no largo onde ficava a Biblioteca de Celso. Da direção que a Margarida vinha não dava para ver os detalhes. Enquanto ela imaginava como devia ser a Éfeso na antiguidade... 

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Brevemente / Briefly

Prezados leitores,

Pedimos desculpas pela demora. Em breve, teremos novas postagens. Aguardem!

Dear readers,

We apologize for so long time without posting. Soon, we will have news. Stand by!


segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

20 - Bulutkale - jornada em busca de um sonho

Capítulo 20


Em Éfeso, Margarida foi andando e se encantando. Tirou a máquina fotográfica do suporte que ficava sempre preso no cinto, e, sem querer, acabou apertando o botão de ligar e foi filmando a sua própria sombra enquanto caminhava... 

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

19 - Bulutkate - jornada em busca de um sonho

Apresentamos um novo formato neste novo capítulo. Esperamos que apreciem. 

Deixem um comentário para sabermos se gostaram.



sábado, 23 de novembro de 2013

Eu não sei lidar com a solidão











Eu não sei lidar com a solidão
Eu não gosto de ser só
Ou de me sentir só
Eu gosto de gente à minha volta

Eu não sei lidar com a solidão
Choro quando me sinto só
As lágrimas escorrem sozinhas
Brotam no canto dos olhos

Eu não sei lidar com a solidão
Porque solidão para mim é tristeza
E eu gosto de riso e alegria
Eu gosto de ser feliz

Eu não sei lidar com a solidão
Porque eu não sei viver só pra mim
Porque gosto de bondade e doçura
Porque a vida erma não tem graça

E eu não quero aprender ...

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Caminho das pedras



Escolhas,
Persistência,
Construção 

Dramas,
Rompimento,
Promissão

Coragem,
Esperança,
Intuição 

Caminhos,
Alternativas,
Determinação

Súplica,
Merecimento,
Gratidão




terça-feira, 8 de outubro de 2013

18 - Bulutkale - jornada em busca de um sonho

Capítulo 18


Margarida estava dentro do dolmuş, meio confusa, tentando se concentrar em sua viagem. No meio do caminho, ela achou melhor mostrar a passagem para Selçuk para o motorista e ele entendeu que ela precisava chegar à estação rodoviária. O motorista do dolmuş era um homem moreno, de baixa estatura, meia idade. Parecia meio sisudo, mas quando chegaram a Denizli, o motorista do dolmuş parou num ponto de ônibus, tirou a mochila da Margarida e ficou esperando um outro ônibus. Quando o novo dolmuş chegou, ele pôs a mochila dela dentro do novo ônibus e fez um gesto indicando pra ela entrar. Margarida ficou desconfiadíssima porque dentro do dolmuş só tinha ela e o motorista, mas entrou assim mesmo. Ela se sentia poderosa quando estava de coturno. O dolmuş seguiu e, felizmente, foi para a rodoviária.

Durante o trajeto, Margarida ficou bem atenta aos movimentos do motorista e novamente mostrou a passagem do ônibus para ele e falou o nome da cidade à qual queria chegar: Selçuk. Ele entendeu e ensaiou uma conversa com ela. Foi então que ela se surpreendeu porque ele arranhava o inglês. Então ela aproveitou e arranhou o turco também e até que tiveram uma conversa alegre até chegarem à rodoviária. Os turcos sempre ficavam alegres quando um estrangeiro tentava falar a língua deles.

Chegaram à rodoviária e assim que o dolmuş encostou, veio um outro homem, funcionário da empresa que ia levar a Margarida para Selçuk, que ajudou a Margarida com as bagagens. Ele levou-a até o ônibus que ia para Selçuk. Quando a Margarida entrou no ônibus, teve uma surpresa e tanto porque o ônibus era desses de turismo, superconfortável, com ar condicionado, televisão, internet wi-fi e serviço de bordo. Gente, que delícia! Margarida viajou quase cinco horas e nem notou porque ficou conectada na internet, dando notícias para os amigos pelo facebook.

Ela tinha conseguido, pela internet, um endereço de um albergue com boas referências em Selçuk, através do site da Associação Brasileira de Alberguistas. Não tinha tido muito tempo para procurar com calma porque teve que se reprogramar em uma noite além de ter que fazer sua bagagem caber só na mochila que carregava nas costas. Porém, Margarida estava confiante e não foi que, quando desceu do ônibus em Selçuk e começou a procurar por alguém que lhe indicasse a direção do tal albergue, teve outra surpresa. Ela foi abordada por um homem moreno, de estatura média que lhe ofereceu um quarto privativo num albergue próximo à rodoviária, por um preço muito bom. O Universo estava novamente conspirando a favor dela e a Margarida interpretou aquele acontecimento como um sinal e decidiu acompanhar o moço até o albergue para ver se ia gostar. E qual não foi a alegria da Margarida quando ela entrou no albergue e se deparou com um jardim lindo, cheio de rosas, uma parreira, uma fonte, algumas mesas e um pessoal super simpático. 




Agradável era pouco para descrever a energia do lugar. O moço, que era o dono do albergue Tuncay Pansiyon se chamava Cüneyt e guiou a Margarida até o quarto que ela ia ocupar. Era um quarto no segundo andar, muito fofinho com cortinas bordadas em ponto de cruz e um banheiro só para ela. 




Margarida ficou feliz demais! Agradeceu a Deus mais uma vez por mais aquele presente. Finalmente ela ia poder descansar em paz, dormir tranquila e ir ao banheiro sem ninguém ficar do lado de fora gritando o seu nome pela manhã ou implicando porque ela estava usando o computador até tarde. Margarida estava muito cansada e aquele lugar parecia um oásis no meio do deserto. Agradeceu de novo e se instalou. 

Deixou as suas coisas no quarto e desceu para conversar com o pessoal e ver quais eram as opções de passeio da cidade. Selçuk tinha muitas opções de lugares próximos para conhecer. O primeiro deles era Éfeso, que os turcos chamam de Efes. Depois tinha Şirince, Kuşadası e, por fim, a Casa da Virgem Maria além do mercado da cidade, o centro comercial, a Basílica de São João e a Mesquita de Isa Bey. Margarida ficou lá por quatro dias e visitou tudo quanto pode. 

Ela chegou a Selçuk no dia 26 de abril, numa sexta-feira. Logo depois dela, chegaram duas canadenses com quem a Margarida fez logo contato e, no final da tarde, foram juntas conhecer o litoral que ficava a quinze minutos da pensão. As canadenses estavam viajando de carro e deram carona para a Margarida. Foi a primeira vez que a Margarida viu o Mar Egeu. 



O nome do lugar era Pamucak. Porém, ali ele não era azul. A cor era amarelada e parecia com as praias do Espírito Santo. A areia era fina e escura e naquela época a praia estava vazia. Desceram do carro e caminharam um pouco para desfrutar daquele final de tarde agradabilíssimo.







Foi então, que descobriram a foz de um rio e uma paisagem maravilhosa. Além do rio, havia um barco viking ancorado e uma ponte arqueada. Coisa de cinema mesmo. Na areia, que naquele ponto era clara, havia flores cor de rosa escuro, novas e viçosas. Era primavera na Turquia e as flores estavam todas lindas e felizes.

Passearam e fotografaram tudo. Margarida filmou também porque estava registrando tudo para o seu amigo Paulo. Pediu licença às canadenses para filmá-las e elas concordaram. Margarida ficou meio decepcionada olhando para o mar escuro, mas depois pensou que ali seria somente uma praia cheia de lama e que mais à frente iria encontrar aquele mar azul safira.


Voltaram para o albergue e tiveram uma surpresa. O proprietário estava preparando um jantar de boas vindas. Margarida adorou aquele jantar em família, com os parentes do Cüneyt. Foi um momento de alegria e relaxamento e Margarida experimentou novos pratos da comida turca. Entre eles, havia um caldo frio chamado cacik (pronúncia: jajik), feito com iogurte e pepino, muito saboroso. Parecia uma sopa fria, mas eles diziam que não era sopa. O interessante é que os turcos misturavam a comida na boca e não no prato. Muitas vezes, se serviam diretamente da tigela no meio da mesa. Comiam sempre muito pão junto com as refeições, em todas as refeições.




Margarida recolheu-se lá pelas onze horas da noite porque estava muito cansada. Não tinha dormido nada na noite anterior por causa da notícia repentina que o Ibrahim tinha dado a ela depois do jantar em Pamukkale. E apesar de ser muito valente, Margarida tinha vivido um grande estresse até chegar ao albergue do Cüneyt em Selçuk.

Margarida chegou ao seu quarto e deitou-se tranquila, segura e sentindo-se grata ao Universo por ter encontrado o Cüneyt na rodoviária de Selçuk.